Quem não amou sem , de repente, já não poder trocar um beijo, um olhar, um sim, ou mesmo um não? Amores distantes são fantasmas, presenças incorpóreas, arrepios de vento ou de lembranças – não de toques.
Quem não amou pelo breve tempo de uma viagem , sabendo que ali na frente estava a volta com suas impossibilidades? O alongado tempo da ausência? Como se interpõe um oceano entre dois desejos , como se plantam montanhas , meridianos , paralelos entre duas ânsias de estar junto? Amantes separados têm necessidades que nenhum e-mail alivia, nenhuma carta com beijo de batom ameniza , nenhum telefonema consola – ao contrário: mais apertam o coração e o resto.
Quem não se apaixonou e teve de se afastar, só deixando para trás um pedaço de si...
Ivan Ângelo

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