Sonhos de uma Mulher

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Esperança





Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Mário Quintana



Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.








Lindo Ano Novo pra você


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Feliz Ano Novo





 

Era final de uma noite,
ou talvez o começo de um dia,
o céu brilhava muito mais,
além das estrelas que tinha.

Vozes e canções se ouvia,
algo diferente acontecia,
Naquele minuto, entre a noite e o dia.

Luzes coloridas anunciavam a mágia,
os rostos se enchiam de pura alegria,
e os corpos vibravam de tanta energia.

As pessoas se abraçavam em demasia,
esquecendo as angustias que o coração trazia
e enxugavam a lágrima que no rosto escorria.

Mas o que de fato acontecia,
era um novo ano que surgia.
Do céu o amor que vinha,
embalavam a todos
como um som de uma sinfonia.


Fernando Finatti








Para o ano novo, desejo que...






"...se for pra fazer guerra, que seja de travesseiro.
Se for pra ter solidão, que seja no chuveiro.
Se for pra perder, que seja o medo.
Se for pra mentir, que seja a idade.
Se for pra matar, que seja a saudade.

Se for pra morrer, que seja de amor.
Se for pra tirar de alguém, que seja sua dor.
Se for pra ir embora, que seja a tristeza.

Se for pra chorar um dia, que seja de alegria.
Se for pra cair, que seja na folia.
Se for pra bater, que seja um bolo.
Se for pra roubar, que seja um bolo.
Se for pra matar, que seja de desejo."

 



Alvaro Socci


Natal









A época do Natal pode encher a sua casa com alegria, 
o seu coração com amor e a sua vida com sorriso!


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Quisera






Quisera, Senhor neste Natal, armar uma árvore
dentro de meu coração e nela
pendurar, em vez
de presentes, o nome de
todos os meus amigos.

Os amigos de longe e de perto,
os antigos e recentes,
os que vejo todos os dias
e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que, às
vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes,
os das horas difíceis e os
das horas alegres.

Os que, sem querer, eu magoei ou, sem
querer me magoaram.
Aqueles a quem conheço profundamente
e aqueles que me são conhecidas só
as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles
a quem devo muito.
Meus amigos jovens,
meus amigos velhinhos.
Meus amigos homens feitos e as crianças,
minhas amiguinhas.
Meus amigos humildes e meus amigos importantes.
Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Os que me estimam e admiram sem eu saber e
os que amo e estimo sem lhes dar a entender.

Quisera , Senhor, neste Natal armar uma árvore
de raízes muito profundas para que seus
nomes nunca mais sejam arrancados de minha vida.
Uma árvore de ramos muito extensos para que os
novos nomes, vindos de todas as partes, venham
juntar-se aos já existentes.
Uma árvore de sombra muito agradável
para que nossa amizade,
seja um momento de repouso no meio das lutas da vida.


 


Autor desconhecido





Nossa própria canção


 
 
 
 
Quando uma mulher, de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a "canção da criança".

Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".

Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção.
Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a sua canção.

A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo, é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.

Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado, e teu propósito, quando estás confuso." 
 

 
(Tolba Phanem, poetisa africana)
 
 
 



Aline Barros - Vem chegando o Natal - Nasceu Jesus. É Natal!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

É Natal!







É tempo de dar o presente do bem,
O presente da solidariedade.
Uma palavra de carinho, é um bom presente.
Lembrar do amigo, do inimigo, do moço, do velho…
Pedir PAZ, para o irmão,
É jorrar o amor de CRISTO
Em seu coração.

Um maravilhoso Natal!!